6.4.18



Estávamos em abril de 2017. Nada mais do que há precisamente um ano atrás. 
E nada menos do que no sítio onde estou. De frente para o rio Tejo a olhar para a ponte Vasco da Gama. 
Já era tua e nem sabia. 
Se me dissessem que num ano a minha vida iria transformar-se desta forma: ria-me e dizia que a pessoa provavelmente teria batido com a cabeça, para dizer uma coisa assim. 
Mas é verdade. 
Tudo mudou. 
Apaixonei-me. E de verdade. 
Apaixonei-me pelo homem que me trazia a passear até aqui. 
Agora, este tempo depois, continuo apaixonada. E pelo filho que me deu também. 
Estamos aqui os dois. 
Eu sentada com as pernitas cruzadas à chinês, a ouvir os meninos a brincarem no jardim das músicas e ele no seu ninho a dormir a sesta da tarde. 
É verdade. 
Tudo mudou. 
E se me disserem agora: “olha lá, já pensaste como a tua vida se transformou?”. Sorrio e afirmo que sim. Tinha de ser. Era a surpresa que estava destinada [a nós].
Tenho um Homem maravilhoso comigo. E fruto do nosso amor nasceu o nosso [primeiro] filho. 
Se morro de saudades de sermos só eu e o Diogo? Tem dias que morro sim. Não me atirem pedras, mas tenho saudades, sim senhora. 
Se imagino a vida sem o nosso filho? Nem pensar. Há lá coisa mais bonita do que a vossa soma e a da pessoa que mais amas?
Era abril. 
Hoje é abril. 
Abril é nosso. E o dia 25 também.  

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