Estávamos em abril de 2017. Nada mais do que há precisamente um ano atrás.
E nada menos do que no sítio onde estou. De frente para o rio Tejo a olhar para a ponte Vasco da Gama.
Já era tua e nem sabia.
Se me dissessem que num ano a minha vida iria transformar-se desta forma: ria-me e dizia que a pessoa provavelmente teria batido com a cabeça, para dizer uma coisa assim.
Mas é verdade.
Tudo mudou.
Apaixonei-me. E de verdade.
Apaixonei-me pelo homem que me trazia a passear até aqui.
Agora, este tempo depois, continuo apaixonada. E pelo filho que me deu também.
Estamos aqui os dois.
Eu sentada com as pernitas cruzadas à chinês, a ouvir os meninos a brincarem no jardim das músicas e ele no seu ninho a dormir a sesta da tarde.
É verdade.
Tudo mudou.
E se me disserem agora: “olha lá, já pensaste como a tua vida se transformou?”. Sorrio e afirmo que sim. Tinha de ser. Era a surpresa que estava destinada [a nós].
Tenho um Homem maravilhoso comigo. E fruto do nosso amor nasceu o nosso [primeiro] filho.
Se morro de saudades de sermos só eu e o Diogo? Tem dias que morro sim. Não me atirem pedras, mas tenho saudades, sim senhora.
Se imagino a vida sem o nosso filho? Nem pensar. Há lá coisa mais bonita do que a vossa soma e a da pessoa que mais amas?
Era abril.
Hoje é abril.
Abril é nosso. E o dia 25 também. 

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