Na primeira vez que fugimos juntos para nos perdermos por aí, quando regressamos do jantar e do nosso passeio, chamaste-me à varanda onde estavas quietinho a observar a lua e o rio.
- "Olha lá, daqui dá para ver o rio!". E apontavas lá para o fundo.
Eu descalça e de bicos de pés lá me enrrosquei nos teus braços, à procura do conforto do teu abraço e assim fiquei.
Afastaste-me e com os olhos de quem pede o mundo, olhaste para mim e perguntaste:
- "Queres namorar comigo?".
Assim.
Tal e qual.
Se tu soubesses o que eu senti...
Acho que fiquei assim a modos que apática durante alguns momentos, porque não acreditava que o meu sonho de princesa estaria a realizar-se.
Sei que brinquei contigo em relação ao dia.
- "No 25 de abril escolhes ficar sem a tua liberdade?".
Há um mês atrás fomos dormir diferentes e há um mês atrás acordamos diferentes.
Há um mês atrás a nossa aventura já tinha começado. E que aventura tem sido esta...
Não sei a quem, nem como agradecer pelos nossos caminhos se terem cruzado. Tens sido a paz pela qual a minha alma tanto ansiava. Não sinto que nada seja complicado quando estamos juntos (e quando, por acaso, algo surge... sei que no fundo me ouves e eu a ti). Fazes-me sonhar (e acordada estou sempre na lua). Motivas-me. És a quem eu quero contar as coisas bizarras do dia-a-dia. És tu a causa da minha felicidade e de andar sempre com um sorriso estampado nas trombas. É contigo que estou a aprender que o amor é bom, que as borboletas existem e que a saudade dói.
Foste (e hás-de ser sempre) o meu salvador. O homem e o amor que apareceram quando eu estava de costas voltadas ao mundo. O salvador que pegou na minha mão e me levantou do chão, onde eu estava sentada a limpar as feridas dos joelhos. A doce teimosia que me quis mais perto e que... não me larga mais [nem eu deixo!].
Parabéns a ti por seres a minha paz. Parabéns a nós, que ainda temos tanto por viver juntos. ❤
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